MPE pede prisão de Rigo,Gerson Claro e mais 8 investigados.

Campo Grande(MS) – Promotores do Ministério Público Estadual pediram esta semana a prisão preventiva do ex-deputado Ary Rigo, do ex-diretor-presidente do Detran, Gerson Claro Dino e  mais oito investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na Operação Antivírus.  Para o MPE as provas demonstram  a participação” dos investigados em crimes com pena superior a quatro anos, o que justifica o pedido de prisão preventiva. As investigações  começam  em 2015 e mostraram que o grupo criminoso aproveitava dos cargos e funções dos integrantes do esquema para fraudar contratos entre empresas de tecnologia e informática e o Poder Público Estadual. Eles são indiciados por crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.Além de Dino e Rigo, foram solicitadas as prisões de, Jonas Schimidt das Neves, Suely Aparecida Carrilhos de Almoas Ferreira, José do Patrocínio Filho, Fernando Roger Daga, Luiz Alberto Oliveira Azevedo, José Sérgio de Paiva Junior, Parajara Moraes Alves Junior e Claudinei Martins Rômulo. À época das investigações, Jonas Schimidt atuava como sócio da empresa Dighitho Brasil, uma das investigadas pelo Gaeco. Suely Aparecida também tinha sido sócia. José do Patrocínio e Fernando Roger são sócios da Pirâmide, outra que foi alvo da investigação. Luiz Alberto atuava na Secretaria de Governo e Estado de Mato Grosso do Sul (Segov). José Sérgio é proprietário da North Consult, outra empresa apontada pelo Gaeco como parte do esquema. Parajara Moraes trabalhava no Tribunal de Contas do Estado (TCE).Claudinei Martins era secretário da Dighito Brasil. A denúncia e pedido de prisão foram feitos pelos promotores Marcos Roberto Dietz, Tiago Di Giulio Freire, Fernando Martins Zaupa e Thalys Franklyn de Souza. O Gaeco, órgão do Ministério Público Estadual (MPE) deflagrou no dia 29 de agosto a Operação Antivírus,  para dar cumprimento a nove mandados de prisão preventiva, três de temporária e 29 mandados de busca e apreensão. A investigação apura existência de organização criminosa voltada à prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com investigação que teve início em 2015  para contratos celebrados entre empresas da área de tecnologia da informação/informática e o Poder Público Estadual. Mais de R$ 95 mil foram apreendidos em posse de um dos investigados presos, além de milhares de documentos, computadores, notebooks, tabletes e celulares. As defesas dos denunciados ainda não se pronunciaram sobre  a medida do MPE.

Da redação

 

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