Ouça: Para PRF policial Moon agiu em legítima defesa quando atirou e matou empresário Adriano.

Campo Grande(MS) – Em 17 de Janeiro de  2017, o  policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, 47 anos, foi indiciado por homicídio doloso (quando há intenção de matar) pela Polícia Civil de Campo Grande depois  a conclusão do inquérito que investigava o assassinato a tiros do empresário Adriano Correia do Nascimento, 33, em suposta briga de trânsito ocorrida no último dia 31 de dezembro, na avenida Ernesto Geisel, na região central.  Moon, conhecido como ‘Coreia’ entre os amigos policiais, responderá ainda pelas duas tentativas de homicídios dos amigos de Nascimento que o acompanhavam no dia. O inquérito, com um total de 531 páginas, já foi encaminhado ao Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul. Segundo os delegados, um total de 20 pessoas foram ouvidas na investigação do caso. Conforme foi recapitulado pela perícia em reconstituição  no  dia 11, de janeiro do ano passado,  Ricardo Hyun Su Moon conduzia sua Mitsubishi Pajero prata naquela manhã em sentido à rodoviária, onde embarcaria para Corumbá (a 419 km de Campo Grande), seu posto de trabalho na PRF.  Depois de uma suposta briga de trânsito, ele atirou sete vezes contra a Hilux branca do empresário. Nascimento, dono de dois restaurantes japoneses na cidade, morreu na hora, perdeu o controle do veículo e bateu em um poste. Um jovem de 17 anos que o acompanha foi baleado nas pernas. Outro acompanhante no veículo, um supervisor comercial, de 48, quebrou o braço esquerdo e sofreu escoriações com a batida. Ambos foram socorridos conscientes. O policial ficou no local do crime e chegou até a discutir com uma das vítimas, mas não foi preso na ocasião, mesmo com a presença da PM. Posteriormente, ele acabou sendo indiciado em flagrante ao comparecer na delegacia com um advogado e representante da PRF. Em seu depoimento, Moon disse que agiu em legítima defesa.

Tese que é defendida hoje,   pela corporação da PRF, Tércio Baggio relações Publicas da entidade afirma que o agente agiu em legitima defesa.

Ricardo Hyun Su Moon, 47 anos, será submetido a júri popular, acusado de homicídio qualificado por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima e duas tentativas de homicídio com as mesmas qualificadoras. Sentença de pronúncia saiu no dia 29 de agosto do ano passado pelo  juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete de Souza. Na decisão de pronúncia, juiz manteve as medidas cautelares alternativas à prisão, que são a suspensão do direito de portar de arma de fogo, recolhimento domiciliar no período noturno, proibição de  ausentar se do país, exercícios  de suas atividades profissionais em função interna e fixação de fiança, conforme decisão proferida em 31 de janeiro deste  de 2017. A data do Julgamento ainda não foi anunciada.

Da redação

Foto Divulgação.

 

 

 

 

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