OUÇA: Referência em atendimento psiquiátrico, Nosso Lar passa por crise

Campo Grande (MS)- Há três meses, a unidade que atente pelo Sistema Único de Saúde, está com 25 leitos ativos, dos 120 existentes.  A crise começou depois do término do convênio com a prefeitura municipal no valor de R$ 50 mil. O contrato ainda não foi renovado. A direção agora teme não conseguir mais receber os pacientes que não podem pagar.

Sem receber repasses da prefeitura desde agosto, a entidade sem fins lucrativos, depende de parcerias e repasse do SUS no valor de R$ 43,00 por paciente. Porém o custo diário é de, em média, R$ 150,00 entre remédios, refeições, lavanderia e equipe de profissionais. Há mais de três anos esse valor não recebe reajuste.

O convênio entre o a entidade e a Prefeitura, no valor mensal de R$ 50 mil, venceu em agosto deste ano e não foi renovado. O hospital também tem contrato com o Governo do Estado, no valor de R$ 130 mil, mas esse convênio também termina no próximo mês. O consultor da unidade, médico Paulo Tognini, comenta que o Hospital tem planos de expandir os leitos para tratamento de dependentes químicos.

Ao todo, o hospital conta com 220 funcionários entre médicos, enfermeiros, cozinheiros e de serviços gerais. Os médicos receberam o último salário com atraso e o hospital precisou recorrer a um empréstimo. Paulo Tognini mantém o otimismo e acredita na renovação do contrato com a prefeitura.