Adolescente morre por tiro disparado por policial Militar no Paratí.

Campo Grande(MS) –  Júnior de Souza, de 17 anos, foi morto por policial militar que estava de folga, durante confusão em baile funk, na madrugada de hoje(11/06), em Campo Grande. Evento foi realizado em clube que fica na rua da Divisão, por volta das 2h30. Testemunhas disseram que adolescente não estava envolvido na confusão e foi atingido por tiro no pescoço, disparado por um segurança, que tentou conter a briga. No entanto, versão do militar é diferente. Advogado que representa o policial militar, Amilton Ferreira, informa que  militar estava no local a paisana,  participando da festa, e não seria segurança.

Segundo  Policia na  madrugada houve confusão com tiro  disparado, momento em que  as pessoas queriam sair do local. Na saída, policial avistou o adolescente, que estaria armado, e deu voz de prisão. Rapaz teria corrido e atirado contra o militar, não o acertando. Novamente ele se identificou como policial e, quando jovem se virou novamente para atirar, militar revidou a atingiu o adolescente no pescoço. Ele se retirou do local por estar sozinho e temer represálias e acionou o advogado, que o orientou a não se apresentar por risco de ser preso em flagrante.

Advogado disse que já entrou em contato com os delegados da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga, onde caso foi registrado, e da 5ª Delegacia de Polícia Civil, que será responsável pela investigação, para informar que o policial se apresentará na segunda. Policial é lotado no Comando Geral de Polícia Militar.

OUTRO LADO

Delegado plantonista da Depac, Cleverson Alves dos Santos,  informa que nenhuma  arma foi apreendida e testemunhas confirmam que Junior  não estava armado, e nem envolvido na confusão. Já outras testemunhas também disseram que tiro não teria sido disparado contra o adolescente, mas,  para conter a confusão. Delegado confirmou que advogado entrou em contato avisando sobre a apresentação do suspeito.Caso foi registrado como homicídio e será investigado. Militar deve prestar depoimento ao delegado João Reis Belo, que também ouvirá testemunhas do caso.

Da redação

Foto Rede Social.