MPT fiscaliza cumprimento da lei do benzeno em postos de combustíveis de Campo Grande

Campo Grande (MS)– O Ministério Público do Trabalho realizou fiscalização em postos de combustíveis de Campo Grande para saber o cumprimento da Lei Estadual Nº 4.574, de 24/09/2014, que proíbe o abastecimento dos veículos depois do dispositivo automático das bombas. O trabalho não teve objetivo de punição, mas de conscientização e orientação a frentistas, funcionários de postos e consumidores, sobre o perigo que pode representar tanto para a saúde humana como para as condições mecânicas dos automóveis, se essa determinação não for cumprida.

Membros da diretoria do Sinpospetro/MS (Sindicatro dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Mato Grosso do Sul), que desenvolvem, desde o ano passado a campanha “Não passe do limite – Complete o tanque só até o automático”, também participaram dos trabalhos do MPT, na manhã desta quarta-feira.

O procurador Jonas Ratier Moreno esteve pessoalmente em alguns postos da cidade, onde conversou com frentistas, funcionários e consumidores, sobre os perigos do benzeno, um dos componentes químicos dos combustíveis, que pode provocar doenças, inclusive o câncer.

O presidente do Sinpospetro/MS, Gilson da Silva Sá também participou da distribuição de panfletos, juntamente com outros diretores do sindicato e inclusive o novo presidente eleito do sindicato, José Hélio da Silva – que será empossado este mês. “Todo esforço para conscientizar frentistas e consumidores com relação ao abastecimento até o limite do automático dos veículos é muito importante”, afirmou Gilson.

A Lei Estadual Nº 4.574, de 24/09/2014,  dispõe sobre a condição de abastecimento de veículos automotores, proibindo abastecimento após acionado a trava automática de segurança das bombas.

A intoxicação por benzeno, por inalação de gases ou aspiração de formas líquidas, pode causar bronquite, dificuldades respiratórias e até bronquiolites irritativas graves, com hemorragia, inflamação e edema pulmonar, podendo levar à morte. O cérebro e o fígado também podem ser atingidos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) inclui o benzeno em sua lista de produtos cancerígenos.