Campo Grande(MS) – Mais empregadores de Mato Grosso do Sul foram incluídos na “lista suja” do trabalho análogo à escravidão. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego de terça-feira (6) São 82 novos empregadores, 54 pessoas físicas e 28 jurídicas. O número é 51,48% menor que o registrado na última atualização. Minas Gerais lidera a lista, com 19 casos, seguida pela Bahia, com 8. As atividades com maior número de inclusões nesta atualização são criação de bovinos para corte, com oito casos; serviços domésticos, com sete; produção de carvão vegetal e produção de café, com seis cada; e construção de edifícios, com cinco. Foi incluída a A. B. Pires Empreiteira Ltda, de Ivinhema, onde a fiscalização encontrou 9 trabalhadores em situação análoga à escravidão. Também entrou na relação o MS Espólio de Paulo Sergio Angelo, na Fazenda Alegria, em Bela Vista, onde 3 trabalhadores foram envolvidos. A MS João Luiz Righetti Ltda, localizada na Fazenda Mamãe Querida, em Aquidauana, também passou a integrar a “lista suja”, depois de 3 trabalhadores serem encontrados em situação análoga à escravidão.
A quarta inclusão de Mato Grosso do Sul é a MS Rubens Antônio Claro, localizada na Fazenda MR2, em Corumbá, onde oito trabalhadores foram encontrados em situação análoga à escravidão. Com as novas inclusões, Mato Grosso do Sul passa a ter 27 empregadores presentes na “lista suja”. Os nomes permanecem publicados no cadastro por dois anos. A atualização da lista ocorre semestralmente.
Antes da inclusão na “lista suja”, os fiscais da Inspeção do Trabalho lavram autos de infração referentes às irregularidades encontradas durante a fiscalização. Também é elaborado um auto específico para caracterizar a submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão. As empresas citadas pelo Ministério Público do Trabalho ainda não se pronunciaram. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPT do Trabalho.
Da redação
foto Wellington Souza Sesp MT



