Campo Grande(MS) – João Jazbik Neto, de 78 anos, marido da fisioterapeuta e investigado pela morte, está preso desde sexta-feira (14) por força de mandado expedido pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. Segundo a Polícia Civil, a prisão ocorreu após a conclusão das perícias técnicas, que reuniram elementos considerados suficientes pela investigação para comprovar a materialidade do feminicídio. Fabíola foi encontrada morta, na manhã de 18 de maio, na chácara onde vivia com o marido. A ocorrência foi registrada como possível suicídio, mas inconsistências identificadas durante as diligências fizeram a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) passar a investigar a hipótese de feminicídio.
Em comunicado feito na segunda-feira (17), a Polícia Civil informou que os laudos do Instituto de Criminalística e do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) afastaram categoricamente a hipótese de suicídio e confirmaram, segundo a investigação, que Fabíola foi vítima de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar. A delegada da Deam afirmou que o conjunto probatório contra João Jazbik é sólido. “Foi provada toda dinâmica do crime, feitas várias simulações. [O inquérito] está completo e com vários laudos”.
A defesa de João Jazbik afirmou que o inquérito policial é um procedimento inquisitivo, fase em que ainda não há contraditório nem exercício pleno do direito de defesa. Segundo o advogado José Belga Trad, caso uma eventual denúncia seja recebida pela Justiça, será aberto prazo para apresentação de resposta à acusação, quando a defesa poderá apontar possíveis nulidades processuais e solicitar produção de provas e contraprovas;
Da redação
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