Campo Grande(MS) – O bebê de 3 meses, encontrado com uma mulher no Jardim Noroeste depois de a mãe, de 25 anos, tentar entregar a criança em um bar, foi encaminhado para uma UAICA (Unidade de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes) na manhã de domingo (27). Conforme o Conselho Tutelar, há possibilidade de que o menino seja encaminhado para adoção, diante da situação de abandono e do histórico familiar. A criança foi localizada horas depois de a mãe sair durante a madrugada levando o filho. O bebê ficou aos cuidados de uma vizinha, que procurou a Polícia Militar ao amanhecer e contou ter impedido que a criança fosse entregue a outra pessoa.Segundo o relato feito pela testemunha, a mãe estava em um bar quando começou a procurar alguém que pudesse ficar com o menino. A vizinha contou que ouviu que outra mulher já estaria com fraldas e roupas preparadas para receber a criança e decidiu intervir.
“Falaram que ela ia doar para outra mulher que, inclusive, já tinha fraldas e roupinhas para pegar a criança. Eu falei: ‘não. Isso não vai acontecer’. Peguei o bebê e levei para casa”, contou à reportagem. Ainda conforme a vizinha, depois de ficar com o bebê, ela tentou localizar familiares da criança para entregá-lo. Foi até o endereço da bisavó, mas ninguém teria atendido aos chamados no portão. Sem conseguir contato com a família, ela permaneceu com o menino até acionar a Polícia Militar na manhã deste domingo; Antes de a criança ser encontrada, a mãe e o pai já haviam sido conduzidos pela PM. Os dois foram localizados embriagados e não conseguiam informar aos policiais onde estava o filho. Inicialmente, a mãe disse que havia saído para uma festa e deixado o bebê com o pai. Depois, afirmou que o homem teria entregue a criança à bisavó. A mulher, no entanto, negou aos policiais ter recebido o menino. Os militares foram então até a casa do pai, no Jardim Noroeste. Ele também apresentava sinais de embriaguez e afirmou que não havia tido contato com o filho naquela madrugada e que desconhecia o paradeiro da criança. Com a localização do bebê, o Conselho Tutelar foi acionado e decidiu pelo acolhimento institucional. A situação familiar deverá ser analisada pelos órgãos responsáveis para definir os próximos passos em relação à criança. Com informações do Campo Grande News.
Da redação
foto Comuniddade.




