Ouça: Eleitores com deficiência relatam dificuldades para votar no primeiro turno.

Campo Grande(MS ) – No dia 4 de outubro, primeiro turno das eleições, quase 2 milhões de brasileiras e brasileiros com deficiência estiveram aptos a comparecer às urnas. Acessibilidade não é benefício. É pré-requisito para a igualdade de condições entre todos os eleitores. Mesmo assim, há muitos relatos de falta de acessibilidade.

Com o aumento de eleitores com necessidades específicas, a Justiça Eleitoral ampliou oficialmente em 41% o número de seções, ultrapassando 220 mil seções adaptadas. Entretanto, o acesso não chegou para todos. Eleitores ouvidos pela produção relataram barreiras, falta de rampas e sinalização, além de dificuldade de circulação no interior dos prédios. Sonia Véras é pedagoga aposentada e precisou, junto com o marido, carregar a própria filha que tem esclerose múltipla, para votar.

Orlando Carneiro Júnior, de 63 anos, vota há mais de 15 anos no no mesmo local onde se cadastrou por causa da previsão de acessibilidade. Mas no dia 4, os dois elevadores estavam quebrados. Se o problema não está na seção, está nas ruas, Edilson Silva chegou a solicitar transferência para uma escola mais próxima de sua residência. Mesmo assim, ele se deparou com uma vala entre o asfalto e a calçada, por isso já fez uma reclamação formal. Pela legislação, o eleitor com deficiência pode ingressar na cabine acompanhado por uma pessoa de confiança para auxiliá-lo na digitação e tem direito à preferência na fila, além dos recursos de acessibilidade nas urnas. Ouça a reportagem 

Da redação 

Foto Divulgação.